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sexta-feira, 28 de março de 2014

Segue a vida

Sabia que aquele dia
Estaria gravado em mim
Gosto de fruta proibida
Um olhar especial assim
E Gaia enfim me atendia

Os ventos cantarolavam
Sinais de um destino
Onde os Deuses sonhavam
Meu mundo em desatino

Bailava em minhas ideias
Orquestradamente seu olhar
Meu mundo iria mudar

Maestro dos ventos e do mar
Cuidou de nossas vidas musicar

Então, segue o som!

sexta-feira, 21 de março de 2014

A Realeza do sonhar

O que eu posso dizer
É da importância de sonhar
Dos seus voos sobre o mar
Que me fez continuar a viver

Sem eles me perderia
Na essência da vida
Na ilusão do que queria
Um caminho só com ida

Por anos essa angustia
Que insistia em me matar
Cegando meu olhar
Enfim, mixou em água o que era hóstia.

Dogmas de um mundo servil
Onde oprimem cada infância
E buscam a felicidade viril
Pregando suas mãos em ganância

Sonhem, o mundo é maior
Creem, seu umbigo é descentralizado
Amem, eis o caminho abençoado.

Não importa idade
Sonhar não tem limites
sonhe amor, sonhe tolices.


O caminho doura, floresce
Se acreditarmos em nós
Sonhe, sonhe mais, pois acontece. 

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Resquícios


O sol nasce resplandecendo seus lábios.
Como brincadeira provocam meu ser.
Amedrontado, corro em mim.
Curioso, esforço-me para crer
Que por dom divino, tú guarda-me em teus seios.

Os ventos da imaginação
Pulam em nossa direção.
Ainda posso sentir.
O arrovalhar de seus cabelos.
A me fazer existir.

As cadeiras nos olham
São voyeurs de nosso sonhar
Até o varandar do hotel muda de cor
E se nossa áurea faz brilhar
Danças ensolaradas gritam e anuviam

Tribos de canibais assolam minha mente
Dominam minha perplexidade
Atônito seu beijo me desmente
E o espaço-tempo fica insano
Na nossa atemporal afinidade

E nesse momento o mar
Espalha seu tilintar
Acordamos desse reencontro
E mais uma vez a vida em aquarela
Resquícios de você, estrela!   

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Desconexos

  Você me chamou, eu não escutei, eu te implorei, mas foi em silêncio e teu sangue partiu, fugida de uma realidade cruel, saiu e tentou me dizer algo, apavorante sensação de estar queimando.

  Pergunto-me a razão de ti ainda perseverar em meus pensamentos, meus atos querem esquecer o passado para me encontrar no futuro, mas como deixar marcas se não há praia?

  O Sol logo aparece e meus dragões continuam a atiçar meteoros de fogo dos mais gélidos possíveis na minha mente obscura, negra pelos teus dizeres de adeus que falsamente se mostraram em sorrisos.

  Hoje te vejo feliz, mas quem na frente de uma tela não sorri sempre? Será que menti para si também ou só é mesmo uma mania reencarnacionista de me magoar, a tempos tive um sonho....

  Mistérios rondam o seu olhar, pois desde pequenina é por eles que fala tuas verdades, uma lastima poucas pessoas saberem disso, uma tristeza somente eu compreender o que seu mar verde azulado diz entre açoites nas costas de quem mais te ama.

  O poste da rua teima em apagar, imagino serem energias oriundas de meus poros, que sofridos exalam força branca tão mortal quanto seu olhar, te busco nas redondezas, em vão acordo para mais um dia em claro.

  Minha luta é me manter em pé, a batalha só termina quando o ultimo homem cair, e eu ressuscito quantas vezes for preciso para te ver, essa batalha eu não perco e você cairá, debruçará em meus ombros onde só sentira meu gozo de alegria.

  Palavras fortes para mostrar uma fonte virtual, demonstrações malucas de uma mente sem ideias povoam a esquadra de seus pensamentos que um dia lhe convencerão de que aquela montanha eu movi só para os raios celestiais brilharem em seus olhos.

  Minha capa eu guardei no armário para um dia especial, um dia em que você precisará, hoje ela fica empoeirada e ainda tem manchas, manchas de teu batom, lembranças de uma noite mágica que ainda martela.

  A chuva não vem, a única coisa que molha é a lagrima arteira que roça meu rosto, sentado no beiral da rua mergulho os pés no asfalto fofo, retiro sobre mim uma carcaça, levanto meus pensamentos aos céus,  sem antes reparar na imensidão da singularidade da luz que me ilumina e então desfaleço minha mente em frente do local onde foi nosso primeiro beijo.

Palavras desconexas sobrepostas em um texto anil, meio ocre, mas o que na vida é conexo, senão a própria “desconexidade” de nossas ações frente aos nossos olhares que teimam em sentir algo diferente.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

O pôr de momentos cruciais

  Tentei falar, fazer você me escutar, os barulhos a nossa volta eram terríveis, eu já tinha me acostumado com eles, ruídos a sussurrar fofocas intergalácticas, lhe atentei que isso pudesse acontecer, mas você era só ouvidos a rua, a parcerias virtuais que nunca serão leais a ti.

  No inicio precisou e eu estava lá, presenciei minhas atitudes, eu tentei, fiz o que era necessário, mas o luar não te inspirava por mais que eu dissesse “olha aqui”, você entrava numa guerra já esperando sua derrota, nem aguentou eu reunir minhas armas.

  Eu vinha de batalhas sangrentas, onde o prêmio era minha carne, não quis que esperasse nada de mim, você esperou valsas aonde só tinha pedras rolando, minérios estilhaçados de minh’alma.

  Sabe às vezes sou triste, às vezes feliz, mas acredito que numa guerra aprendemos a dar valor a momentos singelos e delicados, invisíveis a olhos grosseiros, às vezes me perco em meu próprio caminho, e nem eu sei quem eu sou.

  Você não entendeu, eu já sofri demais em guerras passadas, perdi coisas de valor inigualáveis, bens que eu tento até hoje reconstruir, nem minhas súplicas fizeram com que você percebesse que eu nunca comparei guerras, mas é que eu tinha traumas para esquecer.

  Não pense que é fácil ser guerreiro, quando durmo sonho com batalhas terríveis, sonho com a morte, sinto de novo a infância morrer em meus braços, e é trágico a rotina de crer numa liberdade que em segundos se mostra a pior das celas, a desconfiança vêm à tona e insisti em domar-me.

  Eu até compreendi suas cartas e marcações, tentava fazer com que eu me esquecesse de tudo e vivesse uma nova era, mas sinceramente precisei de mais tempo em nosso momento, você não entendeu assim, queria em seu turno a paciência fundada, eu necessitava de mais vida para esquecer o que se passou.


  A guerra não acabou, não desisto fácil, e preciso  que olhe nos meus olhos e me dê armas para eu batalhar, ferramentas que garantirão um futuro, em suplicas lhe peço, acredite no impossível, nem que seja só por um segundo, se liberte das suas crenças e sua visão derrotista, de seu ser melindroso e seja você mesma, uma pessoa que faça, antes que anoiteça, eu me esquecer de tudo que eu sofri.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Melindres de apliques romanos

Fugir já não adiantará de nada, cavalos voadores correm entre as nuvens, clareando as estradas com suas vontades intermináveis de nos encontrar, flamejam raios, visão sobrenatural da poderosa gama de Deus.

Olhar nos cegará os sentimentos, amedrontados raivaremos contra quem pode verdadeiramente nos amar, ato complexo em sua simplicidade melindrosa quando o que mais queria era esculpir coragem usando goivas forjadas no fogo de suas fobias.

Extasiadamente angustiada se propõe a voar e combater dragões, mas seus pés no chão atrapalham uma ampla visão, as nuvens de Pasargada assobiam cânticos de guerra ao ritmo de baião, o estrondo já vinha, balas e canhões só deixariam mais um coração partido.

 As flores murchavam ao passo que o confronto se dava, a beleza do universo nada mais era, agora, do que expectadores de uma luta intima. Uma guerra que quem somente perdia era a própria pessoa que muito preocupada em manter a linha que daria seu caminho de volta donde nunca saíra, nem via o seu se machucar.

Perde-se muitas oportunidades numa sangrenta guerra de danças e beliscos, hipocrisia a defender a mascara de forte, realmente, é uma lamúria a tal rara beleza não deixar as mascaras caírem, suas pétalas são tão mais belas no ar, uma lástima gostar tanto de suas raízes.

As coisas se permeiam na eternidade não pela sua materialidade mas sim pela sua alma, sua esperança, seu poder de amar e enfrentar oceanos se preciso só pelo prazer de ter uma única oportunidade de, simplesmente, pular.

O céu escurece, os cavalos aportam suas faíscas, seus raios queimam nossas florestas, as ruas se transformam em veias onde os glóbulos das incertezas luta por um espaço no caos da esperança, de malas prontas, se posiciona, flexiona os punhos e cerra o olhar, o mesmo que impossibilitado de voar, sonha, lança para o céu todo seu esplendor, vendo a mensagem, o Cosmo avisa a Káiros e a ajuda atemporal das passageiras vestimentas vem trajadas de anjos.

Amuletos e pedras são usadas, finalmente o confuso texto se finaliza, a trégua se faz até segunda ordem de chegada. Fénix à vista, uma pena no chão, suspiros e canetas memorizam a nova realidade. Infelizmente é só a primeira, a guerra não acabou.

Até a segunda, até a segunda meu bem.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Assim se faz reticências

Vai à merda você que provoca tempestades e depois se esvazia feito balão, o copo se esgotou, cansei de sofrer, entra e sai feito criança brincando de  “esconde-acha”, realmente a vida não é justa, ou é e eu não sei, talvez tenha sido imperador e estuprador de pensamentos puros das mais variadas mulheres do vento.

Cada um escolhe seu caminho, e eu escolhi o meu a centenas de anos quando deixei meu planeta para me aventurar aqui, disseram para mim que serviria para meu aprendizado, mas sei lá, as coisas não andam boas para mim.

Os anjos trevosos devem estar contentes e orgulhosos de mim, enfim perdi uma batalha, prestem a atenção, eu refiz um batalha e não a guerra.

Quem me conhece sabe de onde venho e para onde vou, sabem das minhas lágrimas de sangues escorridas pelos meus olhos e por todo meu corpo, sabem que ainda há cicatriz e que de vez em quando elas doem, só me pergunto, por quê?

Quando pensei em aportar aqui, não planejei isso, uma pessoa jurou me aceitar, mas simplesmente desvairou-se, e outras, não suportam e nem estão preparadas para todo meu entusiasmo e força mental, não conseguem entender minha passionalidade.

Acham que me conhecem e nem sabem a mínima metade, se dizem, por atos, donos da verdade, forjam humildade, tecem teias azuis de cetim, metalizadas com a incompreensão das trevas sobre meu bem maior.
De madruga vejo sombras e trevas, mas não se preocupem estou bêbado demais para me sintonizar, é e sempre será, o motivo de tanta batalha, o simples eu.

Não se preocupe não estou sofrendo, estou simplesmente falando borboletas desconexas, o sol raiou em plena lua de júpiter e nós agora ficamos num tremendo apagão. 

Mas uma vez queria ser feliz, mais uma vez queria voltar, mas voltar não,  não me deixam mudar o mundo, o que farei senão simplesmente lutar, batalhar, simplesmente por mim
.
Não sofro e nem sofrerei mal algum, só quero pensar no presente e no futuro, e se no meio cair uma lágrima, não faz mal, somente me fará ver que eu realmente, e de verdade, tenho sentimentos invólucros para o mal.
Perdoe-me, estou bêbado precisando de um abraço irmão, me perdoe, mas continuarei lutando e não temendo mal nenhum.

Amém.


Ass: Um soldado de verdade